O Karatê é utilizado em terapias como um elemento fundamental para melhor desempenho de alunos com limitações, seja ela física ou intelectual.
Convidado pelo vereador Devanir Ferreira (Republicanos), o Professor de artes marciais Wellington Silva, usou a tribuna livre para falar sobre o “Projeto Karatê Inclusivo”.
Wellington é especialista em Transtorno do Espectro Autista - TEA Inclusão Escolar e Social, pós Graduado em intervenção em ABA para Autista e outras Deficiências Intelectuais e precursor do Projeto Karatê Inclusivo.
Sensei Wellhington é atleta, praticante de Karatê desde os 14 anos e sempre viu o esporte como uma forma de competição mas, após o diagnostico de TEA de seu filho, descobriu no esporte uma forma de terapia onde é possível trabalhar a autoestima, o autocontrole, a autoconfiança, a atenção, a concentração, socialização e a cidadania.
“Todos sabem as dificuldades que essas crianças possuem de interação social, por muitas vezes os pais pensam duas vezes antes de colocar essa criança em alguma atividade por medo da não adaptação, mas eu afirmo com toda certeza que o esporte é uma das melhores maneiras que temos de fazer um trabalho de inclusão com essas crianças e há inúmeras possibilidades de esportes que essa criança pode praticar”.
De acordo com Wellington o esporte promove resultados satisfatórios para as pessoas com TEA, pois as técnicas são muito importantes para a construção de um alicerce forte e uma base sólida do indivíduo que pratica, podendo evitar que os indivíduos se desvirtuem facilmente e incluindo-os num contesto social de maneira digna de respeito e com a preparação para a vida cotidiana, promovendo ganhos imensuráveis.
As atividades propostas nas aulas ajudam a desenvolver habilidades manipulativas: a coordenação motora, atenção, velocidade e a resistência.
Por fim, Wellington explanou sobre sua parceria com as unidades terapêuticas, destacou o trabalho voluntario que realiza na AMAES e salientou a importância do uso das artes marciais como forma de inclusão das crianças com TEA.
“Precisamos rever o conceito de inclusão, utilizando ferramentas hábeis para garantirmos um conforto e qualidade de vida das pessoas com TEA, é com alegria que vemos no Karatê uma possibilidade que desejamos para o futuro”.
Câmara Municipal de Vila Velha
Departamento de Comunicação
Tel.: (27) 3349-3252